Após 10 anos da morte da filha, mãe se opõe a flexibilização da lei de horas extras

Uma década após tragédia, mãe mantém luta contra o karōshi no Japão

Yukimi Takahashi, 62 anos, busca sociedade livre de mortes por excesso de trabalho e alerta contra flexibilização de regulamentações

Passados quase dez anos do suicídio de Matsuri Takahashi, funcionária de 24 anos da gigante da publicidade Dentsu, sua mãe, Yukimi Takahashi, de 62 anos, segue na linha de frente do combate ao karōshi (morte por excesso de trabalho). Em recente entrevista, ela fez um apelo por medidas concretas para criar uma sociedade livre de tais tragédias e manifestou forte oposição a qualquer relaxamento nas regras que limitam a jornada de trabalho.

“Quero dizer à Matsuri que não há mais karōshi no Japão graças a ela, mas ainda não posso fazer isso”, declarou Yukimi Takahashi. A filha tirou a própria vida no dia 25 de dezembro de 2015, após ser submetida a longas e exaustivas horas de trabalho.

Em 2016, Yukimi Takahashi realizou uma conferência de imprensa para explicar as circunstâncias da morte da filha. Desde então, tornou-se uma voz ativa na prevenção do karōshi, participando de palestras em escolas e sindicatos de trabalhadores para conscientizar sobre os riscos da cultura de excesso de trabalho e a importância dos limites legais.

A mãe enfatiza que a luta pela memória de Matsuri continua, com o objetivo de evitar que outras famílias passem pela mesma dor. Seu discurso reforça a necessidade de manter e fortalecer as regulamentações trabalhistas, em um momento em que discussões sobre flexibilização ganham espaço no debate público.

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