Ataque americano captura presidente venezuelano e gera crise internacional

EUA capturam Maduro em ataque militar à Venezuela; tensão se espalha

Operação noturna com múltiplas explosões em Caracas resulta na captura e remoção do presidente; governo venezuelano decreta estado de emergência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado que forças americanas realizaram um “ataque de grande escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, juntamente com sua esposa, Cilia Flores, removendo-os do país por via aérea. A operação militar, descrita como extraordinária, foi anunciada por Trump em sua plataforma Truth Social horas após uma série de explosões sacudirem a capital Caracas, provocando pânico entre a população e cortes de energia em várias áreas da cidade.

Pelo menos sete explosões foram relatadas por volta das 2h locais, acompanhadas pelo som de aviões e helicópteros sobrevoando a capital em baixa altitude. Alvos militares como o Forte Tiuna, principal complexio militar do país, e a base aérea de La Carlota foram atingidos. Vídeos verificados mostram colunas de fumaça e grandes incêndios iluminando o céu noturno. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, confirmou que helicópteros de combate americanos dispararam contra instalações militares em áreas urbanas.

O governo venezuelano respondeu imediatamente, classificando a ação como uma “gravíssima agressão militar” e um “ataque imperialista”. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e da primeira-dama e exigiu dos Estados Unidos “prova de vida imediata”. Em seguida, o regime decretou estado de emergência nacional, medida que suspende direitos individuais e amplia os poderes das forças armadas.

Segundo informações de um senador americano, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Nicolás Maduro foi preso para enfrentar um julgamento por crimes nos Estados Unidos. O líder venezuelano é acusado pelo Departamento de Justiça americano, desde março de 2020, de conspiração para cometer “narcoterrorismo”. Fontes indicam que a operação para capturar Maduro foi conduzida pela unidade de forças especiais Delta Force, com planejamento e inteligência fornecidos pela CIA.

O ataque marca o ápice de meses de tensão crescente. Desde agosto, os EUA iniciaram um grande deslocamento militar no Caribe, enviando o porta-aviões USS Gerald R. Ford, destróieres e outros navios de guerra para a região, sob o pretexto de combater o narcotráfico. Nos últimos meses, as forças americanas realizaram mais de 30 ataques a embarcações suspeitas, resultando em pelo menos 115 mortes. O presidente Trump havia ameaçado publicamente intensificar as ações em solo venezuelano.

A comunidade internacional reagiu com posições divergentes. O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a ação. Já os governos da Colômbia e de Cuba expressaram profunda preocupação e condenação, classificando o ato como uma violação da soberania. A Rússia exigiu “esclarecimentos imediatos” e condenou uma “violação inaceitável”, enquanto a União Europeia pediu respeito ao direito internacional. No cenário interno americano, alguns legisladores questionaram a legalidade constitucional da operação na ausência de uma declaração formal de guerra.

O futuro político da Venezuela é agora uma grande incógnita. A constituição do país estabelece que, na ausência do presidente, o poder deve passar para a vice-presidente, Delcy Rodríguez, que deve convocar eleições em 30 dias. No entanto, a lealdade das forças armadas e a reação da oposição liderada pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, são fatores decisivos para os próximos capítulos desta crise. O presidente Trump anunciou que dará uma conferência de imprensa em Mar-a-Lago para fornecer mais detalhes sobre a operação.

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