Berkshire mantém investimentos no Japão mesmo após saída de Buffett

Berkshire Hathaway mantém aposta em tradings japonesas no pós-Buffett

Novo CEO Greg Abel dará continuidade à política de investimento de longo prazo nas cinco grandes empresas

A Berkshire Hathaway, gigante dos investimentos liderada por décadas por Warren Buffett, planeja manter suas ações em cinco grandes trading houses japonesas indefinidamente, mesmo após a saída de seu icônico CEO. A decisão reforça a confiança da holding na estratégia e no futuro dessas corporações nipônicas.

As empresas são Mitsubishi Corp., Mitsui & Co., Sumitomo Corporation, Marubeni e Itochu. Buffett sempre elogiou publicamente o modelo de negócios diversificado das tradings, que atuam em setores que vão de alimentos a energia, considerando-o um pilar de resiliência e crescimento estável.

Greg Abel, vice-presidente que estava envolvido no investimento inicial e agora assume como CEO, confirmou que manterá a política de longo prazo de Buffett em relação às companhias japonesas. A Berkshire começou a adquirir participações nas cinco tradings em 2020 e, desde então, aumentou progressivamente suas fatias. Atualmente, detém mais de 10% da Mitsubishi e da Mitsui, mais de 9% da Sumitomo e da Marubeni, e mais de 8% da Itochu.

Em carta aos acionistas, Warren Buffett revelou que as cinco empresas concordaram em flexibilizar moderadamente o limite de propriedade inicialmente estabelecido em 9,9%. “Com o tempo, é provável que vejamos a propriedade da Berkshire em todas as cinco aumentar um pouco”, projetou o investidor.

O compromisso com o Japão foi reiterado por Greg Abel durante a assembleia geral anual da Berkshire, em março, quando declarou que a empresa “realmente prevê manter o investimento (nas cinco tradings) por 50 anos ou para sempre”. A confiança da Berkshire impulsionou significativamente o valor das ações das trading houses nos últimos anos.

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