Fabricante do Salonpas inicia movimento para deixar a bolsa em megaoferta de compra
Proposta liderada pelo CEO e membro da família fundadora pode valer até 450 bilhões de ienes e busca dar mais agilidade estratégica à empresa.
A Hisamitsu Pharmaceutical, companhia japonesa conhecida mundialmente pela marca de adesivos analgésicos Salonpas, confirmou que está considerando uma oferta de compra para se tornar uma empresa privada. O negócio, que pode valer aproximadamente 450 bilhões de ienes (cerca de US$ 2,9 bilhões), está sendo articulado por uma entidade controlada pelo presidente e CEO Kazuhide Nakatomi, um membro da família fundadora da empresa.
De acordo com informações do mercado, a proposta prevê a aquisição de todas as ações em circulação da Hisamitsu por 6.082 ienes cada, o que representa um prêmio de cerca de 35% em relação ao preço de fechamento das ações antes do anúncio. A empresa, que tem um valor de mercado atual de cerca de 338 bilhões de ienes, confirmou os planos e deve fazer um anúncio oficial em breve. As negociações das ações foram suspensas após a divulgação da notícia.
O movimento se insere em uma tendência crescente no Japão, onde um número recorde de empresas listadas tem optado por se tornar privada. Essa onda é impulsionada, em parte, pela pressão regulatória e de investidores por maior valorização das empresas e melhor governança corporativa. Para a Hisamitsu, a privatização visa aumentar a flexibilidade gerencial diante da intensa concorrência no mercado doméstico de adesivos e permitir investimentos mais agressivos na expansão internacional, especialmente em outros países da Ásia e nos Estados Unidos.
A empresa, com origens que remontam a 1847, enfrenta pressões no mercado doméstico, incluindo políticas governamentais que promovem medicamentos genéricos mais baratos e pressionam os preços dos fabricantes. Em outubro do ano passado, a Hisamitsu já havia reportado queda no lucro operacional, afetada por essas medidas e por vendas mais fracas do Salonpas no Japão. Com a privatização, a companhia pretende focar em estratégias de médio e longo prazo, libertando-se da necessidade de gerar resultados trimestrais para o mercado de capitais.
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