Após corte de árvores famosas, cidade japonesa ainda sofre com enxurrada de turistas
Medida drástica em Biei, Hokkaido, não resolveu o problema do overtourism, e moradores relatam sensação de perseguição
A pacata cidade de Biei, na ilha de Hokkaido, no Japão, chamou a atenção internacional em janeiro do ano passado ao tomar uma decisão radical: cortar uma famosa fileira de bétulas brancas, ponto icônico e muito fotografado da paisagem local. A medida foi uma tentativa de mitigar os efeitos negativos do overtourism que assola a região. No entanto, mais de um ano depois, a estratégia parece não ter surtido o efeito desejado.
Ônibus carregados de turistas continuam a desembarcar em grande número na cidade, transformando a relação entre visitantes e comunidade local em uma espécie de “jogo de gato e rato”, conforme relatado por residentes. A remoção das árvores, que eram um dos principais cartões-postais, não foi suficiente para desencorajar o fluxo massivo de pessoas em busca da famosa paisagem rural japonesa.
O fenômeno do overtourism tem sido um desafio crescente para destinos populares no Japão, onde o sucesso repentino nas redes sociais pode levar a um aumento insustentável de visitantes. Em Biei, a beleza das colinas onduladas e das árvores isoladas contra o céu atraiu fotógrafos e viajantes do mundo todo, sobrecarregando a infraestrutura local e afetando a tranquilidade dos moradores.
Autoridades locais estão agora reeavaliando estratégias para equilibrar os benefícios econômicos do turismo com a preservação da qualidade de vida e do meio ambiente. A situação em Biei serve como um estudo de caso sobre a complexidade de gerenciar destinos turísticos em uma era dominada por imagens virais e listas de desejos de viagem.
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