Resgate histórico: o esforço para salvar o cavalo Kiso da extinção
Com apenas 140 animais restantes no Japão, raça nativa que era usada para transporte e agricultura em regiões montanhosas recebe atenção especial em Nagano.
Em uma fazenda na região de Kiso, em Nagano, um trabalho de conservação tenta reverter o destino de uma raça de cavalo nativo do Japão que está à beira da extinção. Conhecido como Kiso Uma, ou cavalo Kiso, o animal de temperamento gentil e físico robusto tem hoje uma população estimada em apenas 140 exemplares em todo o país.
A raça, que tem suas origens principais na região montanhosa de Kiso, em Nagano, foi outrora uma peça fundamental para a agricultura e o transporte local. Durante a Era Meiji, entre 1868 e 1912, a população de cavalos Kiso chegou a cerca de 7 mil animais. No entanto, o processo de industrialização e a mecanização do campo levaram a um declínio drástico, restando apenas cerca de 30 cavalos na década de 1970.
Atualmente, Takeru Nakagawa, secretário-geral da Associação para a Conservação do Cavalo Kiso, é uma das pessoas na linha de frente dos cuidados com esses animais. O trabalho da associação envolve não apenas a criação e os cuidados diários, mas também a conscientização sobre a importância histórica e cultural da raça, que representa um patrimônio vivo do Japão.
Os cavalos Kiso são conhecidos por sua resistência e adaptação ao terreno acidentado das montanhas da região, características que os tornaram insubstituíveis por séculos. O esforço de preservação busca garantir que essas qualidades únicas, assim como a genética da raça, não se percam para as futuras gerações.
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