Justiça condena Coreia do Norte a indenizar vítimas de programa enganoso
Corte de Tóquio responsabiliza Pyongyang por propaganda de ‘paraíso na Terra’ que atraiu milhares
Um tribunal de Tóquio ordenou nesta segunda-feira que a Coreia do Norte pague 88 milhões de ienes em indenização a quatro pessoas que foram atraídas para o país por um programa de propaganda que prometia um ‘paraíso na Terra’. A ação judicial busca compensar as vítimas por anos de sofrimento e privação de direitos básicos.
Mais de 90 mil coreanos étnicos e seus cônjuges japoneses migraram para a Coreia do Norte entre 1959 e 1984, seduzidos pela promessa de uma vida ideal em um suposto paraíso terrestre. Este programa de repatriamento, agora extinto, é considerado por críticos como uma forma de sequestro estatal. Em vez de encontrar as condições prometidas, os migrantes relataram ter sido submetidos à negação de direitos humanos fundamentais e à falta de sustento mínimo, apesar das garantias de educação e saúde gratuitas.
As vítimas, representadas pela requerente Eiko Kawasaki, compareceram a uma coletiva de imprensa em Tóquio após a decisão histórica. Elas descreveram uma realidade brutalmente diferente da propaganda, marcada por dificuldades extremas. A sentença representa um raro momento de reconhecimento jurídico do sofrimento infligido pelo regime norte-coreano através de sua campanha de recrutamento.
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