Mortes de migrantes sob custódia do ICE atingem maior patamar em duas décadas
Dados oficiais apontam aumento exponencial de detenções e óbitos no início de 2026, após ano recorde
As táticas de confronto do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos Estados Unidos (ICE) voltaram ao centro do debate após o tiroteio fatal contra a manifestante Renee Nicole Good em Minneapolis, Minnesota, no dia 7 de janeiro. No entanto, dados divulgados pela própria agência revelam que os centros de detenção para imigrantes também podem ser ambientes letais para aqueles que estão sob sua custódia.
Comunicados de imprensa do ICE mostram que várias pessoas morreram sob custódia nos primeiros dias de 2026. Esses casos ocorrem imediatamente após um ano em que as mortes de detidos migrantes atingiram o nível mais alto em 20 anos, enquanto o número total de detenções realizadas pela agência aumentou exponencialmente.
Os detalhes específicos sobre as circunstâncias das mortes recentes ainda estão sendo apurados, mas a tendência ascendente já havia sido documentada ao longo do ano anterior. Especialistas em direitos humanos e organizações de defesa dos migrantes expressam crescente preocupação com as condições dentro dessas instalações e com a aplicação de políticas de imigração mais rigorosas.
O incidente em Minneapolis, onde agentes federais faziam guarda durante uma operação em um bairro residencial enquanto manifestantes se reuniam, ilustra o clima de tensão que cerca as atividades do ICE. A convergência dos protestos com as operações de campo da agência tem se tornado cada vez mais comum em diversas localidades dos Estados Unidos.
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