Assessor de segurança do primeiro-ministro japonês defende posse de armas nucleares
Declaração polêmica reacende debate sobre política de defesa e Constituição pacifista do Japão
Um alto funcionário do governo japonês, responsável por assessorar o primeiro-ministro Sanae Takaichi em questões de segurança nacional, defendeu publicamente que o Japão deve possuir seu próprio arsenal nuclear. A declaração, feita recentemente, gerou uma controvérsia imediata no cenário político do país, que historicamente mantém uma postura não nuclear desde o final da Segunda Guerra Mundial.
A posição do assessor, cujo papel é diretamente ligado à assessoria da mais alta autoridade executiva do país, coloca em discussão um dos princípios fundamentais da defesa japonesa. O Japão é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear e sua Constituição, elaborada no pós-guerra, possui um caráter explicitamente pacifista. Analistas apontam que tal manifestação, vinda de um oficial ligado ao centro do poder, reflete correntes de pensamento mais assertivas em meio a um cenário de segurança regional em transformação.
A reação à proposta foi rápida e dividida. Enquanto setores que defendem um fortalecimento militar consideram o debate necessário, vozes majoritárias dentro e fora do governo lembram os compromissos internacionais do Japão e os traumas históricos das cidades de Hiroshima e Nagasaki. A Casa Imperial também já se manifestou, em outras ocasiões, sobre a importância da paz. Espera-se que o primeiro-ministro Takaichi se posicione oficialmente sobre o assunto nas próximas horas, buscando acalmar os ânimos e esclarecer a posição oficial do governo.
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