Dissolução da Câmara com apenas 16 dias para a eleição gera caos em prefeituras

Período eleitoral mais curto da história recente do Japão gera crise logística nos municípios

Prefeituras em Tóquio e Kanagawa condenam falta de aviso do governo central e funcionários trabalham horas extras

A decisão da primeira-ministra Sanae Takaichi de dissolver a Câmara Baixa na semana passada, estabelecendo apenas 16 dias úteis até a eleição, criou um pesadelo logístico para as prefeituras de todo o Japão. Este é o período mais curto de campanha na história recente do país.

Municípios locais afirmam estar com dificuldades para organizar toda a infraestrutura necessária a tempo. A lista de afazeres inclui desde a preparação de locais de votação e a instalação de painéis para cartazes eleitorais até a emissão de tíquetes de admissão nas seções eleitorais. Muitos funcionários públicos estão sendo obrigados a trabalhar horas extras para cumprir os prazos apertados.

O protesto ganhou forma na semana passada, quando os prefeitos de cinco distritos e cidades de Tóquio e da província de Kanagawa emitiram uma declaração conjunta condenando o aviso prévio excessivamente curto dado pelo governo central. Eles argumentam que a falta de tempo coloca em risco a realização adequada do processo democrático.

A situação expõe as tensões entre a agenda política nacional e a capacidade operacional das administrações locais, responsáveis pela execução prática das eleições.

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