Especialistas alertam que redução tributária pode não aliviar inflação para população

Corte de imposto sobre alimentos no Japão gera debate sobre beneficiários reais

Medida, promessa de campanha antes das eleições, é analisada por seu impacto na inflação

Um plano para reduzir o imposto sobre alimentos, adotado pela maioria dos partidos como uma promessa central de campanha antes das eleições de domingo, pode acabar beneficiando mais as empresas do setor do que os consumidores afetados pela inflação. Analistas econômicos alertam que a medida poderia criar espaço para as companhias aumentarem seus preços, em vez de repassar integralmente a redução tributária para o público final.

O debate surge em um momento sensível, com os eleitores japoneses pressionados pela alta nos custos de vida. A proposta, que visa aliviar o orçamento familiar, é agora questionada quanto à sua efetividade prática. Especialistas apontam que, sem mecanismos de controle, o corte fiscal pode ser absorvido pela cadeia de produção e varejo, diluindo seu efeito positivo nas prateleiras dos supermercados.

A discussão coloca em foco a complexidade de combater a inflação por meio de políticas tributárias e a necessidade de um desenho cuidadoso para que os benefícios cheguem de fato à população. A medida é uma das principais bandeiras no pleito, refletindo a preocupação dominante com a economia e o poder de compra.

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