Estações de esqui no Japão caem 40% desde o pico de 1999

Queda recorde no número de estações de esqui no Japão em 2025

Falta de neve por mudanças climáticas reduz operações, apesar de demanda turística

O número de estações de esqui em operação no Japão em 2025 caiu para o menor patamar já registrado, segundo um levantamento de um grupo do setor. A quantidade atual é 40% menor que a registrada no auge da atividade, em 1999. A principal causa apontada é a escassez de neve, um efeito direto das mudanças climáticas, que persiste mesmo com a crescente procura por turistas estrangeiros.

O pico no final dos anos 1990 refletia uma era de grande popularidade do esporte no país. Nas décadas seguintes, a redução gradual e constante na cobertura de neve em várias regiões montanhosas forçou o fechamento de diversas operadoras. A indústria do esqui, que já foi um símbolo dos invernos japoneses, enfrenta um desafio existencial com as alterações no clima.

Paradoxalmente, o interesse pelo Japão como destino de esqui entre visitantes internacionais continua a crescer, impulsionado pela qualidade da neve fofa (“Japow”) em resorts ainda em funcionamento e pela infraestrutura turística. Especialistas alertam que, sem medidas de adaptação e investimento em neve artificial, a tendência de fechamento pode se intensificar, impactando economias locais que dependem do turismo de inverno.

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