China planeja usar frota comercial como força naval auxiliar em nova estratégia
Integração entre setor civil e defesa nacional pode ampliar rapidamente o poder marítimo chinês
A China está estudando silenciosamente uma abordagem não convencional para aumentar rapidamente seu poder naval: transformar sua vasta frota comercial em uma armada de navios de guerra improvisados. Parte do esforço de Pequim para integrar recursos civis aos requisitos de defesa nacional, o conceito poderia complementar as capacidades daquela que já é a maior marinha do mundo em número de embarcações, com potencial para alterar o equilíbrio militar na região do Indo-Pacífico.
O objetivo, segundo analistas, é encontrar novas formas para que navios mercantes apoiem operações do Exército de Libertação Popular (PLA). Essa estratégia surge em um momento de contínua expansão da frota naval chinesa convencional, que recentemente incorporou um novo destroyer de última geração, o Loudi, demonstrando o investimento contínuo do país em capacidades marítimas tradicionais.
A possível dualidade da frota comercial chinesa, com seus numerosos navios de carga que frequentam portos como os de Qingdao e Hong Kong, oferece uma base logística única. A transformação desses navios em ativos militares auxiliares representaria um multiplicador de força significativo, ampliando o alcance e a resistência da marinha em potenciais cenários de conflito.
Especialistas em defesa observam que a medida reflete uma doutrina de “guerra do povo” adaptada ao mar, onde a distinção entre ativos civis e militares se torna intencionalmente nebulosa. A implementação bem-sucedida deste plano dependeria de modificações pré-planejadas em projetos de navios e treinamento de tripulações civis para funções de apoio militar.
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