Falha no sistema: Banco de dados contra abuso sexual de professores é subutilizado no Japão
Estudo do governo aponta que a maioria das contratações de docentes em 2023 ignorou a ferramenta criada para prevenir reincidências
Um estudo divulgado pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão nesta segunda-feira revelou uma grave falha no sistema de segurança das escolas. Quase 70% dos governos locais e instituições de ensino que contrataram professores a partir de abril de 2023 não fizeram uso adequado do banco de dados nacional de educadores demitidos por má conduta sexual, uma ferramenta criada justamente no mesmo ano para evitar a recontratação de infratores.
A base de dados foi implementada como uma medida crucial para proteger os alunos, permitindo que empregadores verificassem o histórico de candidatos a vagas de ensino. No entanto, a pesquisa ministerial indica que sua utilização prática ficou muito aquém do esperado, deixando uma brecha significativa no processo de triagem e contratação de profissionais da educação em todo o país.
As razões para a subutilização da ferramenta ainda estão sendo investigadas, mas especialistas em educação alertam que a falha compromete a efetividade de uma das principais políticas públicas recentes para combater o assédio e abuso sexual no ambiente escolar. O ministério prometeu orientar as autoridades locais e escolas sobre o uso correto e obrigatório do sistema, visando garantir a segurança dos estudantes.
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