Ex-premiê sul-coreano condenado a 23 anos por papel na declaração de lei marcial
Han Duck-soo foi considerado culpado de auxiliar na suspensão do governo civil; sentença reflete gravidade do ato, segundo o tribunal
O ex-primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Duck-soo, foi sentenciado a 23 anos de prisão nesta quarta-feira pelo Tribunal Distrital Central de Seul. A condenação foi por seu papel em auxiliar e apoiar a declaração de lei marcial que suspendeu brevemente o governo civil no país.
O juiz Lee Jin-gwan, ao ler a sentença, afirmou que o réu “desconsiderou seu dever e responsabilidade como primeiro-ministro até o último momento”. A declaração de lei marcial, que ocorreu em um contexto de turbulência política, é vista como uma grave ruptura da ordem democrática.
A acusação sustentou que Han Duck-soo, em sua posição de alta autoridade, foi instrumental para viabilizar a medida extrema, minando as instituições democráticas. A defesa, por sua vez, argumentou que o ex-premiê agiu sob circunstâncias complexas e sob ordens superiores, mas o tribunal rejeitou esse argumento.
A sentença de 23 anos reflete a seriedade com a qual o sistema judiciário sul-coreano está tratando de tentativas de interromper a ordem constitucional. O caso é considerado um marco na contínua consolidação democrática do país.
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