Promotoria pede pena de 10 anos de prisão para ex-presidente sul-coreano
Yoon Suk Yeol é acusado de tentar obstruir sua prisão após plano fracassado de decretar lei marcial
A promotoria especial da Coreia do Sul solicitou, nesta sexta-feira, uma sentença de 10 anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol. A acusação principal é de tentativa de obstrução da própria prisão, que teria ocorrido após o fracasso de uma tentativa de impor lei marcial no país.
De acordo com os procuradores, o ex-mandatário, que deveria salvaguardar a constituição, abusou do poder e prejudicou o público. Em um vídeo do julgamento, um promotor afirmou que o acusado não se desculpou ou demonstrou arrependimento, mas tentou transferir a culpa para seus auxiliares.
Além da acusação de obstrução, a promotoria alega que Yoon deixou de tomar as medidas adequadas para convocar todos os membros de seu gabinete antes de anunciar a lei marcial à população e que espalhou informações falsas para correspondentes da imprensa estrangeira.
O Tribunal Distrital Central de Seul deve dar seu veredito sobre este caso no dia 16 de janeiro. Paralelamente, Yoon, de 65 anos, responde a um processo separado por acusações de insurreição, crime que pode levar à prisão perpétua ou até à pena de morte se for condenado. Em uma investigação relacionada, um promotor especial que apura suposto suborno e manipulação do mercado de ações envolvendo a esposa de Yoon, Kim Keon Hee, também o indiciou por violação da Lei de Eleição de Funcionários Públicos.
O ex-presidente nega todas as acusações feitas contra ele.
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