Falha no H3 atrasa sistema de navegação japonês

Falha no lançamento do foguete H3 prejudica sistema de navegação japonês

Segundo estágio do foguete apresenta anomalia e satélite Michibiki 5 não atinge órbita planejada

O foguete japonês H3 falhou em colocar em órbita um importante satélite de navegação nesta segunda-feira (22), em um revés para os planos do país de possuir um sistema de posicionamento independente e de alta precisão. O lançamento do satélite Michibiki 5, ou QZS-5, partiu do Centro Espacial de Tanegashima às 10h51 no horário local, mas a missão não se concretizou conforme o planejado.

De acordo com a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), o motor do segundo estágio do foguete sofreu uma falha durante sua segunda ignição, desligando-se prematuramente. Como resultado direto desse problema, o satélite de 4.800 kg não pôde ser colocado na trajetória orbital correta. O satélite fazia parte do Sistema de Satélite Quase-Zenital (QZSS), uma rede regional de navegação que complementa e aprimora o sinal do GPS norte-americano, especialmente sobre o Japão e a região Ásia-Oceania.

Esta é a segunda falha em sete missões do foguete H3, que substituiu o antigo modelo H-2A. A primeira ocorreu durante o voo inaugural do foguete, em março de 2023. Desde então, o H3 havia acumulado cinco lançamentos bem-sucedidos consecutivos, incluindo uma missão de carga para a Estação Espacial Internacional em outubro. A JAXA já formou uma força-tarefa para investigar a causa exata da anomalia. Em comunicado, a agência espacial expressou seus profundos pedidos de desculpas a todos os envolvidos e ao público, que depositavam grandes expectativas no projeto.

O satélite Michibiki 5 seria o sexto componente da constelação QZSS, cujo plano original previa a expansão para sete satélites até março de 2026, e posteriormente para onze. O sistema, operacional desde 2018, é crucial para aplicações que vão desde a navegação em smartphones e veículos até operações marítimas e com drones, oferecendo cobertura e precisão superiores em áreas urbanas densas e montanhosas do Japão. A falha deve impactar o cronograma de expansão da rede, considerado estratégico para a autonomia tecnológica e a segurança nacional do país.

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