Falha um dia após retomada marca fragilidade do renascimento nuclear japonês

Reinício da maior usina nuclear do mundo é suspenso por alarme no Japão

Fragilidade do renascimento nuclear é exposta um dia após retomada histórica da Tepco

Apenas um dia após a Tokyo Electric Power Company Holdings (Tepco) reiniciar a maior usina nuclear do mundo, o que deveria marcar um ponto de virada no renascimento nuclear de longo prazo do Japão tornou-se uma demonstração de quão frágil esse esforço permanece.

A Tepco reiniciou na quarta-feira à noite o reator número 6 da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa – o primeiro reinício da empresa desde que todos os seus reatores foram desligados após o desastre de Fukushima, em 2011. No entanto, uma falha ou alarme subsequente forçou a suspensão imediata das operações, levantando questões sobre a confiabilidade e segurança do processo.

Em jogo está a tentativa de uma década do Japão de reduzir a dependência de energia importada, que aumentou após o desastre de Fukushima, e de restaurar a confiança perdida durante o colapso e nos 15 anos desde então. O incidente ocorre em um momento crucial para a política energética do país, que busca reativar reatores para garantir estabilidade no fornecimento e atingir metas de emissões de carbono.

Takeyuki Inagaki, gerente da usina de Kashiwazaki-Kariwa, falou sobre a decisão de desligar a instalação, em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira. A suspensão representa um revés significativo para a Tepco e para os planos do governo japonês, que vê na energia nuclear uma fonte essencial para a geração de base em sua matriz energética.

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