Fogo no Monte Ogi segue sem controle; SDF e helicópteros combatem chamas

Incêndio florestal se alastra no Monte Ogi e obriga evacuação em massa em Yamanashi

Fogo começou na quinta-feira e, sem previsão de controle, aproxima-se de áreas residenciais a 150 metros; Forças de Autodefesa foram acionadas

Um grande incêndio florestal continua fora de controle no Monte Ogi, na província de Yamanashi, a oeste de Tóquio, forçando a evacuação de 143 residentes de 76 famílias. As chamas, que começaram na manhã de quinta-feira (8 de janeiro), avançaram para cerca de 150 metros das residências mais próximas, na cidade de Uenohara, mantendo a população local em alerta máximo. Até o momento, não há registros de feridos ou danos a edificações.

De acordo com as autoridades municipais, o fogo já consumiu aproximadamente 8 hectares de floresta. O Corpo de Bombeiros local acredita que as chamas tenham começado ao longo de uma trilha de caminhada na base da montanha, onde havia bancos e uma pilha de troncos de madeira que queimaram com intensidade. A causa exata ainda está sob investigação.

Para conter o avanço das chamas, helicópteros das Forças de Autodefesa do Japão (SDF) e da prefeitura de Yamanashi realizam, desde a manhã de sexta-feira, despejos aéreos de água sobre vários focos de fogo na montanha de 1.138 metros, que fica entre as cidades de Uenohara e Otsuki. No entanto, as autoridades afirmam que ainda não há indicação de quando o incêndio será controlado.

O tempo seco é apontado como o principal fator para a rápida propagação do fogo. A cidade de Uenohara já havia emitido um alerta de risco de incêndio florestal devido à falta de chuvas significativas desde o final de dezembro, e não há previsão de chuva para os próximos dias. Os ventos, que devem se intensificar, são uma preocupação adicional para os bombeiros.

Os moradores evacuados foram abrigados em centros designados pela prefeitura. Relatos de idosos nos abrigos mostram o desgaste emocional: muitos declararam não ter conseguido dormir ou comer devido à ansiedade, esperando poder retornar a suas casas em segurança. Enquanto isso, equipes de bombeiros e brigadas locais monitoram o terreno ininterruptamente, em turnos de 30 minutos, prontas para alertar a todos se as chamas se aproximarem perigosamente.

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