Do áudio à mente: startups de IA apostam alto nos fones de ouvido do futuro
Dispositivos apresentados na CES em Las Vegas buscam ser a próxima fronteira da interação com inteligência artificial
Em busca do dispositivo ideal para entregar os superpoderes da inteligência artificial ao público, várias novas empresas estão convencidas de que os fones de ouvido, especialmente os modelos intra-auriculares (earbuds), são o caminho. O foco vai muito além de reproduzir música ou atender chamadas, com startups explorando funcionalidades como tradução simultânea e até mesmo assistentes com capacidade de interpretar intenções.
A evolução já está em curso. Há quase uma década, as startups de tecnologia Waverly Labs e Mymanu adicionaram a tradução em tempo real ao arsenal dos headphones. A gigante Google não ficou para trás e lançou seu próprio assistente de IA ativado por voz em 2020. Agora, a próxima fronteira explorada por essas empresas inclui tecnologias que interpretam padrões neurais para antecipar desejos e necessidades do usuário, um conceito que alguns no setor chamam de “leitura da mente” por meio de sensores biométricos.
O cenário foi destacado durante o CES Unveiled, evento que antecede a Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, nos Estados Unidos. No local, produtos como os earbuds Capmind, com assistente de memória por voz, foram expostos, ilustrando a tendência. Para os desenvolvedores, a proximidade dos fones com os ouvidos e o cérebro os torna o hardware perfeito para uma interação mais íntima e contínua com a IA, possibilitando desde a melhoria da produtividade até o monitoramento de saúde e bem-estar.
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