Forças dos EUA capturam Maduro na Venezuela; Trump assume controle do país

Captura de Maduro por forças dos EUA marca virada na política externa de Trump

Presidente americano assistiu ao vivo à operação de Mar-a-Lago e agora promete reconstruir a Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comandou e acompanhou em tempo real a operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro na madrugada deste sábado. Em uma coletiva de imprensa realizada em seu resort de Mar-a-Lago, na Flórida, Trump anunciou que as forças americanas assumirão o controle da Venezuela até que uma “transição segura, adequada e sensata” seja concluída, marcando uma drástica mudança em sua política externa anteriormente crítica a intervenções estrangeiras.

A operação, batizada de “Resolução Absoluta”, envolveu mais de 150 aeronaves militares americanas, incluindo caças, helicópteros e drones. Segundo detalhes revelados por autoridades, os helicópteros que transportavam a equipe de forças especiais da Delta Force voaram a apenas 33 metros acima do oceano antes de atingirem Caracas. As forças americanas criaram uma réplica exata da casa segura de Maduro para ensaios e monitoraram seus movimentos por meses, sabendo “como ele se movia, onde morava, o que comia e quais eram seus animais de estimação”.

Trump assistiu ao desenrolar da missão a partir de uma sala de situação improvisada em Mar-a-Lago, equipada com uma tenda blindada portátil que impede qualquer vigilância externa ou vazamento de informações ultrassecretas. As imagens mostram o presidente acompanhado pelo secretário de Estado Marco Rubio, pelo secretário de Defesa Pete Hegseth e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados no complexo militar de Fuerte Tiurna, em Caracas, enquanto tentavam se refugiar em uma sala blindada. Eles foram levados de helicóptero para o navio USS Iwo Jima e depois transportados para Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo. Trump publicou uma foto de Maduro aparentemente algemado a bordo do navio, usando um agasalho cinza e óculos escuros.

Esta é a primeira intervenção militar direta dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para capturar Manuel Noriega. O governo americano vinha aumentando sua presença militar na região há meses, realizando ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico.

Na coletiva, Trump ressuscitou a Doutrina Monroe – política do século XIX que afirmava o domínio americano no hemisfério ocidental – e a rebatizou como “Doutrina Donroe” ou “Trump Corollary”. Ele afirmou que a ação garante segurança regional e acesso a uma fonte estável de petróleo, alinhando-se com sua política de “America First”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que os americanos “se beneficiarão” com o acesso a recursos adicionais.

A mudança de postura gera críticas mesmo entre aliados de Trump. A congressista Marjorie Taylor Greene, antes leal apoiadora, condenou a ação como um abandono da promessa de acabar com guerras estrangeiras. Internacionalmente, a China emitiu comunicado condenando o ataque a uma nação soberana, enquanto especialistas alertam que outros países poderiam usar a mesma justificativa legal – a existência de uma acusação formal – para ações contra adversários.

O futuro da Venezuela permanece incerto. A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez foi declarada presidente interina, mas já afirmou que não cooperará com os EUA. Enquanto isso, o governo Trump descarta que a líder oposicionista María Corina Machado tenha apoio suficiente para governar, indicando preferência por uma figura do próprio regime que seja mais cooperativa. Analistas alertam para o risco de fragmentação violenta do poder e uma prolongada ocupação americana.

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