Evacuados de Fukushima enfrentam necessidade de mudar registro de residência
Quinze anos após desastre nuclear, moradores que deixaram Futaba se veem diante da decisão de transferir oficialmente seus registros, um marco na reconstrução de suas vidas longe de casa.
Passados quase 15 anos do desastre nuclear de Fukushima, uma nova realidade se impõe para os milhares de evacuados que deixaram suas cidades: a necessidade crescente de transferir seus registros de residência. Para muitos, como o agricultor Kazuhiro Shibuya, de 78 anos, natural de Futaba, a mudança oficial simboliza o fim de um capítulo e a consolidação de uma nova vida longe da terra natal.
Shibuya, que cultiva arroz em Kazo, na província de Saitama, é um exemplo dessa transição. Após a ordem de evacuação imediata seguida ao acidente na usina nuclear de Fukushima Daiichi, em março de 2011, ele deixou Futaba. A cidade de Kazo, que abrigou as funções da prefeitura de Futaba durante a evacuação em massa, tornou-se seu novo lar. Foi lá que, em 2012, ele encontrou terras para retomar o cultivo de arroz, superando as diferenças de clima e solo para reconstruir seu sustento.
Atualmente, Shibuya cultiva arroz em uma área de aproximadamente oito hectares, parte dela emprestada de conhecidos. A decisão de renunciar ao seu registro de residente em Futaba, formalizada em 2022, reflete um movimento mais amplo entre os evacuados. Enquanto as áreas de evacuação são gradualmente reabertas, muitos optam por não retornar, consolidando raízes nas comunidades que os acolheram e enfrentando as questões burocráticas e emocionais que essa escolha impõe.
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