Fundo especial de câmbio é considerado para financiar redução fiscal

Fundo cambial do Japão é cotado para financiar corte de impostos

Recurso não utilizado, com ganhos da desvalorização do iene, atrai atenção de partidos em ano eleitoral

O fundo especial de câmbio do Japão, criado para conduzir intervenções no mercado monetário, está no centro de um debate político como possível fonte de financiamento para a redução ou até eliminação do imposto sobre o consumo. A proposta é defendida por vários partidos às vésperas das eleições gerais de domingo.

Esta conta contém como ativos as reservas internacionais do país, que acumularam expressivos retornos de investimentos de intervenções passadas de venda de iene e compra de dólar. Além disso, registra ganhos não realizados decorrentes da significativa desvalorização da moeda japonesa nos últimos anos.

Embora frequentemente chamado de recurso não explorado, a utilização prática desses recursos envolve uma série de problemas complexos, o que torna a medida considerada de difícil implementação no curto prazo. Especialistas apontam questões legais, contábeis e de risco cambial que precisariam ser resolvidas antes de qualquer movimentação.

A discussão ganha força em um momento de intenso debate fiscal, onde partidos buscam alternativas para aliviar a carga tributária da população sem comprometer ainda mais as já frágeis finanças públicas do país.

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