China emite alerta de viagem para o Japão antes do Ano Novo Lunar
Governo chinês cita segurança e terremotos para desaconselhar turismo
O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado oficial, na segunda-feira, pedindo que os cidadãos chineses se abstenham de viajar para o Japão temporariamente. O alerta, divulgado às vésperas do feriado do Ano Novo Lunar – um dos maiores períodos de viagens do país –, justifica a medida citando uma suposta instabilidade na segurança pública japonesa e uma sequência de terremotos.
De acordo com o comunicado, “a segurança pública na sociedade japonesa está instável recentemente, e muitos incidentes de crime que visam cidadãos chineses estão ocorrendo. Terremotos também têm ocorrido em sucessão, e os cidadãos chineses estão enfrentando ameaças graves à sua segurança no Japão”. O governo chinês não detalhou a natureza dos crimes ou explicou por que os terremotos representariam uma ameaça maior especificamente para seus cidadãos.
Esta não é a primeira vez que Pequim emite tal aviso. No final do ano passado, após declarações da então primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan, a embaixada chinesa em Tóquio também recomendou que viajantes evitassem o Japão por razões de segurança não especificadas. Analistas internacionais veem a medida como uma pressão política para que o Japão suavize seu posicionamento de apoio a Taiwan, usando o peso econômico do turismo chinês como ferramenta.
Contrariando as alegações chinesas, o Japão continua sendo amplamente reconhecido como um dos países mais seguros do mundo para turistas. Não houve relatos de aumento anormal de crimes contra cidadãos chineses, e a atividade sísmica recente não tem sido destrutiva ou fora dos padrões históricos do arquipélago.
O impacto do alerta no fluxo turístico parece, até o momento, limitado. Embora algumas lojas que dependiam fortemente de grandes grupos chineses tenham sentido uma redução, os principais destinos turísticos do Japão continuam recebendo um alto número de visitantes internacionais. O interesse global pela cultura japonesa, combinado com a desvalorização do iene, tem atraído viajantes de diversas nacionalidades, o que pode mitigar o efeito da ausência de turistas chineses.
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