Dívidas médicas de estrangeiros no Japão podem barrar reentrada no país
Governo reduz valor mínimo para sanção e gera debate sobre as causas da inadimplência
O governo do Japão colocou em destaque a questão de pacientes estrangeiros que não pagam contas médicas em seu novo pacote de políticas para residentes e turistas do exterior. A medida, que gerou questionamentos sobre a dimensão real do problema, inclui uma regra rigorosa: estrangeiros com dívidas hospitalares de ¥10 mil (cerca de US$ 63) ou mais poderão ser proibidos de reentrar no país.
O pacote de políticas, divulgado na última sexta-feira, reduz drasticamente o valor mínimo para aplicação da sanção. Atualmente, o limite para que autoridades de imigração considerem barrar a reentrada é de ¥200 mil. A nova regra, que se aplica a residentes de médio e longo prazo e também a visitantes, prevê que, em princípio, quem tiver dívidas médicas acima de ¥10 mil não poderá retornar ao Japão.
A iniciativa coloca um holoforte sobre a inadimplência de pacientes estrangeiros no sistema de saúde japonês, mas levanta uma questão fundamental: os residentes e visitantes estrangeiros estão realmente recebendo tratamento e depois fugindo da conta, ou existem outros fatores em jogo? Especialistas apontam que barreiras linguísticas, falta de compreensão do complexo sistema de seguros de saúde e dificuldades burocráticas podem ser causas relevantes, e não apenas uma intenção deliberada de não pagar.
O debate surge em um momento de aumento significativo no número de turistas e trabalhadores estrangeiros no Japão, pressionando os serviços públicos e reacendendo discussões sobre a integração e os deveres dos estrangeiros no país. A nova política tem como objetivo claro proteger os provedores de serviços de saúde de prejuízos financeiros, mas sua implementação exigirá cuidado para evitar injustiças e garantir que a comunicação com os pacientes estrangeiros seja clara desde o início do tratamento.
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