Governo militar de Mianmar liberta milhares de prisioneiros em perdão do Dia da Independência

Junta militar de Mianmar liberta mais de 6.000 presos em anistia anual

Medida ocorre no Dia da Independência do país, marcado por conflitos internos desde o golpe de 2021

A junta militar que governa Mianmar anunciou neste domingo a libertação de mais de 6.000 prisioneiros como parte de uma anistia anual que marca o Dia da Independência do país. Familiares aguardavam do lado de fora da Prisão de Insein, em Yangon, pela soltura dos detentos.

O Conselho Nacional de Defesa e Segurança informou em comunicado que o líder militar Min Aung Hlaing concedeu perdão a 6.134 cidadãos birmaneses que estavam encarcerados. A medida segue uma tradição anual, mas ocorre em um contexto de intensa repressão política.

O exército de Mianmar prendeu milhares de manifestantes e ativistas desde o golpe de fevereiro de 2021, que interrompeu a breve experiência democrática do país e mergulhou a nação em uma guerra civil. A anistia acontece enquanto o governo militar enfrenta resistência generalizada e conflitos armados em várias regiões.

A prisão de Insein, localizada na antiga capital Yangon, tem sido historicamente usada para deter presos políticos durante décadas de regime militar no país. A cena de familiares esperando por entes queridos se repetiu neste domingo, embora as autoridades não tenham especificado quantos dos libertados eram presos políticos.

Acompanhe mais atualizações no Japão em Pauta.