Japão planeja aumentar taxas de uso das instalações do shinkansen
Medida do governo busca gerar receita para novos projetos e renovação da infraestrutura ferroviária
O Ministério dos Transportes do Japão está considerando elevar as taxas de leasing pagas pelas empresas do grupo Japan Railways (JR) pelo uso de algumas instalações do shinkansen, o famoso trem-bala japonês. A proposta tem como objetivo gerar receita adicional para financiar novos projetos de construção, baseados em planos de desenvolvimento da rede de alta velocidade, e para reformas em grande escala da infraestrutura que está envelhecendo. O governo pretende chegar a uma conclusão sobre o assunto até o verão deste ano, mas as empresas ferroviárias já manifestaram oposição ao aumento das taxas.
As instalações em questão, que incluem estações e segmentos de linhas, são geridas pelo governo e alugadas às operadoras JR. A estação de Shin-Osaka, retratada na imagem original, é um exemplo crucial dessa infraestrutura compartilhada. Ela funciona como um ponto de conexão vital entre as linhas Tokaido e Sanyo Shinkansen, servindo como a principal porta de entrada de Osaka para o trem-bala. Essa estação movimentada possui oito plataformas e é um nó essencial na rede, com trens partindo para destinos como Tóquio, Hiroshima e Fukuoka.
O potencial aumento nas taxas ocorre em um contexto de necessidade de modernização. A linha Sanyo Shinkansen, que conecta Shin-Osaka a Hakata (Fukuoka), foi inaugurada em 1975 e percorre 553,7 km a velocidades de até 300 km/h. Manter e melhorar essa e outras linhas requer investimento constante. A receita adicional poderia ser destinada a projetos como a introdução de novas tecnologias, semelhantes aos bilheteiros touchless testados na estação Shin-Osaka para melhorar a experiência do passageiro, ou a expansão de serviços especiais, como os trens temáticos que também utilizam a rede.
A oposição das empresas JR ao aumento reflete a pressão sobre suas finanças. Qualquer custo operacional adicional poderia impactar a precificação dos passes turísticos regionais, como os da JR West, que oferecem viagens ilimitadas em trechos específicos do shinkansen, ou até mesmo as tarifas regulares. A decisão final, esperada para os próximos meses, precisará equilibrar a necessidade de investimento nacional na infraestrutura de transporte de ponta do país com a sustentabilidade econômica de suas operadoras.
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