Grupos de direitos humanos relatam ao menos 16 mortos em semana de protestos no Irã.

Protestos por inflação deixam mortos no Irã em maior mobilização em 3 anos

Grupos de direitos humanos relatam ao menos 16 mortos; manifestações são as maiores desde 2023

Pelo menos 16 pessoas morreram durante uma semana de protestos e confrontos no Irã, de acordo com relatos de grupos de direitos humanos divulgados no último domingo. Os protestos, motivados pela inflação galopante e pela forte desvalorização da moeda nacional, o rial, se espalharam por diversas cidades, resultando em violentos embates entre manifestantes e forças de segurança.

As mortes e as prisões foram reportadas ao longo da semana tanto pela mídia estatal quanto por organizações independentes, embora os números divirjam entre as fontes. Não foi possível verificar de forma independente os números exatos de vítimas e detidos.

Esta é considerada a maior onda de protestos no país em três anos, marcando um momento de vulnerabilidade para a República Islâmica, que enfrenta uma economia combalida e pressões internacionais crescentes. Analistas notam que, diante da dimensão das manifestações, figuras sêniores do governo têm adotado um tom publicamente mais brando em comparação com reações a levantes anteriores.

A imagem do Grande Bazar de Teerã, um centro comercial histórico e tradicional ponto de agitação política, com lojas fechadas e corredores vazios, simboliza o impacto econômico e o clima de tensão que gerou os protestos. A desvalorização abrupta da moeda corroeu o poder de compra da população, acendendo o estopim para a revolta popular.

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