Índice Nikkei rompe barreira dos 53 mil pontos após rumores de dissolução da Câmara Baixa.

Nikkei 225 atinge pico histórico com rumores de eleição antecipada no Japão

Mercado financeiro reage positivamente à possibilidade de fortalecimento do governo de Sanae Takaichi

O índice Nikkei 225 da Bolsa de Valores de Tóquio quebrou a barreira dos 53.000 pontos e atingiu um novo recorde na abertura dos negócios desta terça-feira. O movimento ocorreu após a circulação de relatos não confirmados sobre a possível convocação de uma eleição antecipada no país.

O principal indicador do mercado acionário japonês abriu em território inédito e subiu para 53.814,79 pontos nos primeiros dez minutos de negociação. Os futuros do Nikkei 225 já haviam registrado valorização durante o feriado prolongado de três dias, após o jornal Yomiuri Shimbun noticiar na sexta-feira que a primeira-ministra Sanae Takaichi poderia dissolver a Câmara Baixa do Parlamento ainda este mês. Caso confirmada, a decisão levaria a uma eleição antecipada no início de fevereiro.

Takaichi, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra na história do Japão e defensora de uma política fiscal expansionista, tem registrado altos índices de aprovação popular. Uma eleição antecipada poderia fortalecer sua posição política e permitir que governe com maior liberdade de ação.

No mercado de renda fixa, os títulos públicos caíram, com o rendimento dos títulos do governo japonês a dez anos chegando a 2,135%. Paralelamente, o iene se enfraqueceu, atingindo a faixa de 158 ienes por dólar após os rumores sobre a possível eleição.

A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, que se reuniu com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em Washington no fim de semana, afirmou ter dito a Bessent que estava “preocupada com os movimentos unilaterais do iene” e que ele “compartilhou dessa compreensão”. Katayama já havia alertado anteriormente sobre a possibilidade de intervenção cambial, declarando que as autoridades financeiras têm “mãos livres” para agir contra movimentos excessivos nas taxas de câmbio.

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