Influxo populacional líquido na região de Tóquio cai, mas desafio continua

Migração líquida para a região metropolitana de Tóquio desacelera após quatro anos

Dados do Ministério de Assuntos Internos revelam leve mudança na tendência de concentração populacional no país

O fluxo populacional líquido em direção à região metropolitana de Tóquio registrou uma desaceleração em 2025, interrompendo uma sequência de quatro anos de alta. Os dados, divulgados pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações com base no registro de residentes, mostram que o saldo entre quem se mudou para a capital e suas três prefeituras vizinhas (Saitama, Chiba e Kanagawa) e quem saiu foi de 123.534 pessoas, uma redução de 12.309 em relação ao ano anterior.

Apesar da queda, a concentração populacional na área da capital continua sendo um dos principais desafios demográficos do Japão. Enquanto isso, a região metropolitana de Osaka, composta por Osaka, Quioto, Hyogo e Nara, registrou um influxo líquido de 8.742 pessoas, um aumento de 6.063 na comparação anual. Já a região que abrange as prefeituras de Aichi, Gifu e Mie viu mais pessoas saindo do que entrando, com um saldo negativo de 12.695. No entanto, essa saída líquida foi 6.161 pessoas menor do que em 2024.

Entre as 47 prefeituras do Japão, Tóquio manteve o maior influxo populacional líquido, com 65.219 pessoas, uma cifra que ainda assim representa uma queda de 14.066. Os 23 distritos especiais da capital, densamente povoados, receberam um saldo positivo de 39.197 residentes, 19.607 a menos do que no ano anterior.

Apenas seis outras prefeituras – Saitama, Chiba, Kanagawa, Osaka, Shiga e Fukuoka – também registraram saldos positivos. As outras 40 prefeituras enfrentaram saídas líquidas de população, com Yamanashi passando de um pequeno influxo em 2024 para uma saída de 862 pessoas em 2025. Considerando também os movimentos internacionais, com 782.165 pessoas entrando no Japão e 409.592 saindo, o país registrou um aumento populacional social líquido de 337.234 pessoas no ano.

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