Japão busca apoio do G7 contra monopólio chinês de terras raras
Ministros se reúnem com parceiros internacionais para discutir segurança mineral
O Japão está intensificando esforços para buscar o apoio de seus pares do Grupo dos Sete (G7) e de outros países diante da crescente preocupação com o controle da China sobre as terras raras, num momento em que a disputa com Pequim se escalona.
A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que se reunirá com seus colegas de outras democracias industrializadas para discutir minerais críticos durante uma viagem aos Estados Unidos a partir de domingo. Paralelamente, o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, também deve realizar conversas com seu homólogo americano na quinta-feira. No plano doméstico, a primeira-ministra Sanae Takaichi realizará uma cúpula com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, na próxima semana, para reafirmar a aliança entre os dois principais aliados dos EUA.
“O consenso fundamental entre as nações do G7 é que é inaceitável que países garantam monopólios por meios não mercadológicos”, disse Katayama a jornalistas na sexta-feira, referindo-se a ações passadas da China em relação a minerais críticos. “Isso representa uma crise para a economia global e é extremamente problemático para a segurança econômica.”
As tensões entre as duas maiores economias da Ásia continuam a aumentar, arrastando uma disputa que começou no início de novembro, quando Takaichi fez comentários que sugeriam que o Japão poderia mobilizar suas forças militares se a China usasse a força para tentar tomar Taiwan. Na sequência das recentes medidas de Pequim, desde novas restrições à exportação que podem afetar as terras raras até uma investigação antidumping sobre um material chave para a produção de chips, o Japão parece estar buscando o apoio de seus aliados para fortalecer sua posição.
O secretário-geral do Gabinete, Minoru Kihara, pediu na sexta-feira que os embarques de terras raras e alimentos ocorram sem obstáculos, após relatos de que Pequim está dificultando o comércio desses produtos. Kihara não comentou transações individuais de empresas privadas, mas afirmou que o Japão está monitorando de perto os desenvolvimentos e agirá conforme necessário.
A China começou a restringir as exportações de terras raras e ímãs de terras raras para o Japão, segundo reportagem do Wall Street Journal. Uma empresa japonesa que importa terras raras da China não foi informada sobre qualquer interrupção nos procedimentos de solicitação de exportação pelo menos de quinta-feira até o meio-dia de sexta-feira, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação.
O ministro do Comércio, Ryosei Akazawa, afirmou que as restrições chinesas às terras raras, usadas em diversos produtos como carros e eletrônicos, estão em vigor desde abril do ano passado e afetaram várias indústrias japonesas, levando algumas a ajustar a produção. “Estamos atualmente analisando o impacto na economia japonesa”, disse Akazawa na sexta-feira.
Enquanto isso, Takaichi deve se encontrar com o líder sul-coreano Lee na terça e quarta-feira, na prefeitura natal da primeira-ministra, seguido pela visita da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ao Japão entre 15 e 17 de janeiro.
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