Japão herda corais da Arábia Saudita para regenerar oceanos

Universidades Japonesas Usam Corais Artificiais da Expo Osaka para Restaurar Recifes

Estruturas feitas pela Arábia Saudita são herdadas por instituições para pesquisas de conservação marinha

Universidades no Japão estão liderando uma iniciativa para restaurar recifes de coral e ecossistemas marinhos após herdarem estruturas artificiais criadas pela Arábia Saudita para a Exposição Mundial de Osaka. A colaboração inusitada entre os países visa combater o declínio dos corais, que estão sob grave ameaça global.

As instituições envolvidas são a Universidade de Ryukyu e a Universidade de Kansai, que receberam aproximadamente 150 unidades de corais artificiais expostos no pavilhão saudita durante o evento internacional. Os corais, fabricados com carbonato de cálcio – o mesmo componente dos corais naturais – foram produzidos com auxílio de impressoras 3D para replicar com precisão a estrutura esquelética dos organismos marinhos.

Os pesquisadores já iniciaram os trabalhos de implantação. A Universidade de Ryukyu está testando as estruturas em águas próximas a Okinawa, enquanto a Universidade de Kansai realiza estudos na ilha de Yoron, em Kagoshima. O objetivo é verificar se esses corais artificiais podem servir como novos habitats para a vida marinha e facilitar o crescimento de corais naturais.

Especialistas destacam a importância da iniciativa. O professor James Davis Reimer, da Universidade de Ryukyu, explicou que em Okinawa muitos corais morreram e que a pesquisa quer explorar o potencial dessas estruturas como novos lares para espécies. Já o professor Masato Ueda, da Universidade de Kansai, enfatizou o simbolismo do projeto, afirmando que quer mostrar às crianças que a humanidade está tentando restaurar o meio ambiente.

Os corais artificiais sauditas atraíram atenção durante a Expo Osaka por sua abordagem inovadora. Durante o evento, uma nova unidade era produzida a cada dia e exibida em uma parede inteira do pavilhão, dedicada ao tema “Oceano Sustentável”.

A meta das universidades é apresentar os resultados das pesquisas na próxima Exposição Mundial, que será realizada em Riade, na Arábia Saudita, em 2030. A cooperação entre Japão e Arábia Saudita na área de conservação marinha é vista como um passo promissor frente às previsões de que até 90% dos recifes de coral do planeta podem desaparecer devido às mudanças climáticas.

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