Japão liberta pescador chinês detido em Nagasaki

Japão liberta capitão de barco de pesca chinês detido em Nagasaki

Libertação ocorre um dia após apreensão em meio a crescente tensão diplomática

O Japão libertou na noite de sexta-feira (13) o capitão de um barco de pesca chinês que havia sido detido um dia antes, segundo informações da imprensa local. A embarcação foi apreendida pela agência de pesca japonesa após o comandante se recusar a obedecer a ordem de parada para uma inspeção de rotina.

A apreensão, a primeira de uma embarcação chinesa desde 2022, acontece em um momento delicado para as relações bilaterais. O incidente ocorre apenas três meses após a primeira-ministra Sanae Takaichi gerar uma crise diplomática ao declarar que o Japão interviria militarmente caso a China tentasse anexar Taiwan à força.

O barco foi interceptado na quinta-feira dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão, a 166 quilômetros ao sul-sudoeste da ilha de Meshima, em uma área não disputada pelos dois países. O capitão, identificado como o chinês Zheng Nianli, de 47 anos, foi liberado após a China garantir o pagamento de uma fiança em dinheiro, de acordo com a emissora pública NHK e outros veículos locais.

A China reagiu rapidamente à detenção, convocando o embaixador japonês e exigindo respeito à segurança e aos direitos dos tripulantes chineses. Pequim também havia emitido alertas a seus cidadãos sobre viagens ao Japão e realizado exercícios aéreos conjuntos com a Rússia nas semanas seguintes às declarações de Takaichi, além de endurecer controles de exportação para itens de potencial uso militar, gerando preocupações sobre o fornecimento de minerais de terras raras.

O episódio remete a um incidente diplomático de grandes proporções ocorrido em 2010, quando a detenção de outro capitão de pesca chinês nas proximidades das ilhas Senkaku (chamadas de Diaoyu pela China) levou as relações bilaterais ao ponto mais baixo em décadas.

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