Governo japonês é condenado a indenizar família de soldado que cometeu suicídio
Decisão judicial responsabiliza o Estado por não coibir assédio moral dentro das Forças de Autodefesa
Um tribunal de Sapporo ordenou que o governo do Japão pague uma indenização de 1,1 milhão de ienes à mãe de um membro das Forças Terrestres de Autodefesa (GSDF) que tirou a própria vida em 2012. A decisão, proferida na sexta-feira, representa um raro caso de responsabilização do Estado por falhas no ambiente interno das forças armadas.
No processo movido no Tribunal Distrital de Sapporo, a mãe do soldado de 19 anos e outros três familiares exigiam originalmente uma compensação total de aproximadamente 100 milhões de ienes. Eles argumentaram que o jovem, identificado como Kawashima e estacionado no Acampamento Shiraoi da GSDF, em Hokkaido, cometeu suicídio porque medidas adequadas não foram tomadas contra o assédio moral sistemático que sofria, principalmente por parte de um oficial superior.
A corte reconheceu a negligência por parte da instituição militar ao não intervir e adotar providências para proteger o soldado, que tinha apenas 19 anos na época do ocorrido. O valor final da indenização, embora significativamente menor do que o pedido inicial, estabelece um precedente legal sobre a responsabilidade do comando das Forças de Autodefesa em garantir um ambiente saudável para seus integrantes.
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