Novo chefe do Fed promete reduzir balanço e aposta em IA para conter inflação
Indicado por Donald Trump, Kevin Warsh defende “mudança de regime” e enfrenta ceticismo do mercado
Após quase uma década de espera, Kevin Warsh finalmente conquistou a indicação do presidente Donald Trump para comandar o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. No entanto, seu primeiro grande teste no cargo não deve demorar a chegar.
Eleito com a promessa de promover uma “mudança de regime” na instituição, Warsh se comprometeu a reduzir o balanço patrimonial do Fed e argumenta que um boom de produtividade, impulsionado pela inteligência artificial, será capaz de manter a inflação em níveis baixos. Embora essa visão tenha sido suficiente para convencer Trump, o novo nome ainda precisa ganhar a confiança de outros formuladores de política monetária e dos investidores.
O cenário atual apresenta desafios. Após realizar três cortes de juros no final do ano passado, o Fed interrompeu o ciclo de afrouxamento em janeiro, diante da inflação persistente, sinais de estabilização no mercado de trabalho e expectativas de crescimento mais forte em 2026. Operadores do mercado financeiro não preveem um novo corte na taxa de juros antes de junho, no mínimo.
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