Le Pen recorre de condenação por desvio de fundos europeus em julgamento crucial
Resultado do processo pode definir elegibilidade da líder francesa para presidência em 2027
A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, adotou um tom conciliatório durante a audiência de apelação do seu processo por desvio de fundos públicos europeus, realizada nesta terça-feira no tribunal de Paris. O caso é decisivo para determinar se uma das políticas mais populares da França poderá concorrer às eleições presidenciais do próximo ano.
Le Pen e outros membros de seu partido, Reunião Nacional, são acusados de ter usado recursos da União Europeia para contratar assistentes no Parlamento Europeu por meio de contratos considerados “fictícios”, com o objetivo de suprir os cofres partidários. Em março, juízes de primeira instância condenaram a política, aplicando uma pena que inclui uma inelegibilidade de cinco anos, por considerar o risco de reincidência diante de suas negativas anteriores.
Na última sessão do tribunal de apelação, Le Pen declarou que “se alguma falta foi de fato cometida”, ela e seu partido nunca tiveram consciência de que estavam ultrapassando os limites legais. Após um resumo do caso feito pelo juiz, a líder política afirmou: “Não tivemos a sensação de que estávamos cometendo qualquer infração ao contratar nossos assistentes”. A mudança de estratégia busca reverter a sentença inicial e, assim, remover o obstáculo que a impede de disputar a presidência francesa em 2027.
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