Membro da gangue ‘Luffy’ é condenado à prisão perpétua em Tóquio
Tribunal considera que Fujita teve papel essencial em organização criminosa que agia por controle remoto
O Tribunal Distrital de Tóquio condenou nesta segunda-feira (16) Toshiya Fujita, 41, à prisão perpétua por seu envolvimento em uma série de assaltos comandados por uma organização criminosa sediada nas Filipinas, conhecida como gangue ‘Luffy’. Fujita é o segundo integrante de alto escalão do grupo a receber sentença.
De acordo com a decisão judicial, Fujita participou de sete roubos ocorridos entre outubro de 2022 e janeiro de 2023 nas províncias de Tóquio, Saitama, Chiba e Kanagawa. Entre os crimes, está o assassinato de uma idosa de 90 anos durante uma invasão domiciliar na cidade de Komae, na região metropolitana de Tóquio.
O julgamento com juízes leigos analisou se o réu poderia ser considerado coautor dos delitos. O juiz-presidente Sakon Togari afirmou que Fujita ‘desempenhou papel essencial para o lucro da organização’, baseando-se em depoimentos de subordinados e outras provas. Segundo a corte, ele controlava os executores avaliando suas aptidões e dando instruções precisas.
A defesa alegou que Fujita não ordenou o ataque com arma contra a vítima idosa no caso de Komae, mas o tribunal rejeitou o argumento. Para os magistrados, o réu agiu em benefício da organização e, portanto, é corresponsável pelos atos praticados.
O juiz classificou os crimes como ‘um novo tipo de delito organizacional, executado por controle remoto’, que gerou ‘ansiedade significativa na sociedade japonesa’.
Dos outros quatro integrantes indiciados, Tomonobu Kojima, 48, recebeu pena de 20 anos de prisão e recorreu ao Supremo Tribunal. Yuki Watanabe e Kiyoto Imamura, ambos de 41 anos, ainda aguardam julgamento.
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