Kim Jong Un inspeciona construção de submarino nuclear na Coreia do Norte
Líder norte-coreano reforça modernização naval e critica planos militares da Coreia do Sul durante visita a estaleiro
O líder norte-coreano Kim Jong Un inspecionou, nesta quarta-feira (24), a construção de um submarino nuclear de 8.700 toneladas e supervisionou o teste de um míssil de longo alcance. A visita, divulgada pela agência estatal de notícias KCNA, destaca a aceleração dos esforços de Pyongyang para modernizar suas forças navais em meio a tensões regionais.
O submarino em construção é do tipo nuclear e tem capacidade para lançar mísseis guiados estratégicos. Durante a inspeção ao estaleiro, cuja localização exata não foi revelada, Kim Jong Un afirmou que o desenvolvimento de uma força naval de elite e nuclear é um conteúdo fundamental da estratégia de defesa nacional.
Kim Jong Un também criticou publicamente os planos da Coreia do Sul para construir seus próprios submarinos de propulsão nuclear. O líder norte-coreano classificou a iniciativa sul-coreana como um ato ofensivo que viola a segurança e a soberania marítima do país, afirmando que tal medida “agravará a instabilidade na região da Península Coreana” e representa uma ameaça que deve ser contida.
Paralelamente à inspeção do submarino, Kim Jong Un supervisionou o teste de um míssil superfície-ar de longo alcance, que atingiu com sucesso um alvo aéreo a aproximadamente 200 quilômetros de distância. O teste visava avaliar novas tecnologias estratégicas para o desenvolvimento de mísseis.
A nova embarcação é parte central de um projeto mais amplo de modernização da Marinha norte-coreana, que inclui a construção de outros grandes navios de guerra. A Coreia do Norte possui uma das maiores frotas de submarinos do mundo, com entre 70 a 86 unidades, mas a maioria é composta por modelos antigos e de pequeno porte, herdados da era soviética.
Analistas internacionais observam que a revelação do submarino nuclear ocorre em um momento de relações particularmente tensas na Península Coreana, com exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington previstos e um diálogo intercoreano praticamente paralisado. A inspeção de Kim reforça a mensagem de que o país continuará avançando em seu programa de armamentos, independentemente das sanções internacionais.
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