Ambicionação naval da China ganha ritmo com plano de seis novos porta-aviões
Projeção de poder marítimo sobre áreas estratégicas como o Estreito de Taiwan pode se tornar realidade mais cedo que o esperado
O objetivo de longo prazo da China de projetar poder militar em escala global está ganhando um impulso significativo. Revelações recentes do Pentágono indicam que Pequim pretende construir seis porta-aviões adicionais até 2035, sendo o primeiro deles um modelo de propulsão nuclear, cuja construção já estaria em andamento.
Este ambicioso plano naval permitiria à Marinha chinesa, já a maior do mundo em número de embarcações, operar até nove grupos de batalha de porta-aviões simultaneamente. Tal capacidade transformaria sua presença estratégica, possibilitando exercer pressão militar contínua em pontos críticos como o Estreito de Taiwan, o Mar do Sul da China e vastas áreas do Pacífico Ocidental.
A exibição de um porta-aviões esculpido em gelo no Harbin Ice World Park, no nordeste da China, ocorrida em dezembro, ecoa simbolicamente este foco nacional no poder naval. A meta, considerada uma ambição máxima de Beijing, parece estar se concretizando em um horizonte temporal mais curto do que muitas análises internacionais previam. Uma frota desta magnitude concederia à China uma capacidade inédita de manter uma presença sustentada em águas distantes e de demonstrar força militar em qualquer região do globo.
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