Min Aung Hlaing, chefe da junta, figura central em eleição de Myanmar marcada por guerra.

Eleições em Myanmar sob vigilância da junta militar em meio a conflito civil

General Min Aung Hlaing, arquiteto do golpe de 2021, é figura central em processo eleitoral realizado em meio à violência

O nome dele não está na cédula eleitoral, e sua foto não aparece nos cartazes de campanha. Mas uma única pessoa domina o cenário das eleições gerais em andamento em Myanmar: o chefe da junta militar, Min Aung Hlaing.

O general de 69 anos governa a empobrecida nação do sudeste asiático desde que depôs o governo eleito da laureada com o Nobel, Aung San Suu Kyi, em um golpe de Estado em 2021. Esse ato desencadeou uma guerra civil de violência inédita, que deslocou milhões de pessoas e deixou grande parte das regiões fronteiriças de Myanmar sob controle de grupos rebeldes.

O general afirmou, em um discurso de Ano Novo, enquanto os votos da primeira fase da eleição em três etapas estavam sendo contados, que pretende entregar “as responsabilidades do Estado” ao próximo governo.

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