Voto antecipado para eleição japonesa cai 2,54%, com neve afetando participação
Primeira campanha eleitoral em pleno inverno em 36 anos preocupa autoridades com a taxa de comparecimento
O número de eleitores que votaram antecipadamente para a eleição da Câmara Baixa do Parlamento do Japão, marcada para 8 de fevereiro, totalizou 4.562.823 pessoas, representando 4,41% do total de eleitores registrados no país. Os dados, divulgados pelo Ministério de Assuntos Internos, mostram uma redução de 2,54% em relação ao mesmo período da eleição anterior, realizada em 2024, quando 4,68 milhões de pessoas haviam votado antes do dia oficial.
Autoridades atribuem parte da queda ao forte inverno que atinge o arquipélago. Esta é a primeira campanha eleitoral realizada em pleno inverno nos últimos 36 anos, o que gerou apreensão sobre os efeitos do frio e da neve no comparecimento. Regiões como Hokkaido, Tohoku e Hokuriku, que enfrentam fortes nevascas, registraram quedas significativas no número de votos antecipados. Dados por prefeitura mostram que Tottori teve a maior redução, de 42,5%, seguida por Toyama, com 30,68%, e Aomori, com 26,41%.
Por outro lado, algumas regiões contráriaram a tendência nacional e tiveram aumento na participação. Gifu registrou o maior crescimento, de 28,60%, e Nara ficou em segundo lugar, com um aumento de 22,95% no voto antecipado.
O período de campanha para esta eleição foi particularmente curto, com apenas 16 dias entre a dissolução da Câmara Baixa e o dia da votação. Este prazo apertado atrasou o envio dos cartões de admissão para os locais de votação em todo o país. No entanto, as autoridades eleitorais divulgaram amplamente que os eleitores podem votar sem o cartão, bastando confirmar sua identidade no local, o que ajudou a evitar uma queda ainda maior na participação.
O contexto político é marcado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que dissolveu a Câmara Baixa buscando capitalizar seus altos índices de aprovação popular. A eleição definirá os 465 assentos da casa e é vista como um importante teste para a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no Japão. A taxa de comparecimento nas últimas eleições tem sido uma preocupação, tendo ficado em 53,85% em 2024, a terceira mais baixa do período pós-guerra.
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