EUA capturam Maduro e enviam recado estratégico à China sobre América Latina
Operação militar que prendeu presidente venezuelano teria entre seus objetivos frear influência chinesa na região
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foi escoltado para uma audiência inicial no Tribunal Federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, no dia 5 de janeiro. Ele responde a acusações federais norte-americanas que incluem narcoterrorismo, conspiração, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A cena ocorreu no Heliporto do Baixo Manhattan, em Nova York, marcando um episódio sem precedentes na geopolítica das Américas.
Entre os muitos objetivos da operação militar dos Estados Unidos que capturou o líder venezuelano estava o de enviar uma mensagem clara à China: mantenha distância das Américas. Há pelo menos duas décadas, Pequim tem buscado construir influência na América Latina, não apenas para perseguir oportunidades econômicas, mas para ganhar uma posição estratégica na porta de seu principal rival geopolítico.
O progresso chinês na região – que vai desde estações de rastreamento por satélite na Argentina e um porto no Peru até o apoio econômico à Venezuela – tem sido um ponto de irritação para sucessivas administrações norte-americanas, incluindo a de Donald Trump. Agora, oficiais do governo Trump afirmam que a ação contra Maduro tinha, em parte, a intenção de conter as ambições chinesas, e que os dias de Pequim aproveitar a dívida para obter petróleo barato da Venezuela estariam “terminados”.
A medida é vista como uma reafirmação da Doutrina Monroe em um contexto moderno, onde a competição entre grandes potências se estende ao hemisfério ocidental. A captura de um chefe de estado em exercício para julgamento em solo norte-americano estabelece um novo patamar nas relações internacionais e no combate a crimes transnacionais.
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