Panasonic revisa lucros para baixo após adesão massiva a programa de demissão

Panasonic corta previsões de lucro anual após custos de reestruturação superarem expectativas

Gigante japonesa vê queda nos resultados trimestrais com baixa demanda por baterias para veículos elétricos nos EUA

A Panasonic Holdings anunciou nesta quarta-feira a revisão para baixo de suas projeções de lucro consolidado para o ano fiscal que termina em março. O ajuste é atribuído aos custos crescentes com um amplo programa de reestruturação, que inclui a redução de postos de trabalho.

O lucro operacional agora está projetado em 290 bilhões de ienes, uma redução em relação à estimativa anterior de 320 bilhões de ienes. Já o lucro líquido deve ficar em 240 bilhões de ienes, contra os 260 bilhões de ienes previamente previstos.

O número de trabalhadores que aderiram a um programa de aposentadoria antecipada chegou a 12 mil, superando a meta inicial de cortar 10 mil empregos no Japão e no exterior anunciada em maio do ano passado. Esse volume maior de adesões elevou as despesas com verbas rescisórias.

Os custos totais da reestruturação subiram para 180 bilhões de ienes, um aumento de 30 bilhões de ienes em relação à projeção anterior. O diretor financeiro do grupo Panasonic, Akira Waniko, afirmou, em uma coletiva de imprensa online, que a empresa “atingiu um certo ponto na redução do número de funcionários”.

No acumulado de abril a dezembro de 2025, o lucro líquido do grupo Panasonic registrou uma queda acentuada de 56,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ficando em 125,2 bilhões de ienes. As vendas recuaram 8,1%, para 5,9 trilhões de ienes, e o lucro operacional caiu 54,7%, para 157,7 bilhões de ienes. A performance reflete principalmente as vendas fracas de baterias para veículos, afetadas pela desaceleração do mercado de carros elétricos nos Estados Unidos.

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