Partidos reavaliam nuclear após acidente de Fukushima; segurança é tema-chave

Energia nuclear volta ao centro do debate eleitoral japonês

Quase 15 anos após Fukushima, partidos revisam posicionamento sobre reativar reatores

A política energética, com foco na energia nuclear, emergiu como um dos principais temas das eleições para a Câmara dos Representantes (Câmara Baixa) do Japão, marcadas para 8 de fevereiro. Quase 15 anos após o pior acidente nuclear do país, em Fukushima, muitos partidos políticos estão reavaliando sua posição sobre o uso da energia atômica. O governo da primeira-ministra Sanae Takaichi acelerou os procedimentos para obter o consentimento das comunidades locais para a reinicialização de reatores desativados.

Esta reavaliação ocorre em um momento de renovadas preocupações com a segurança das usinas nucleares, após a descoberta de fraudes em dados de risco sísmico na usina de Hamaoka, da Chubu Electric Power, na província de Shizuoka. Especialistas alertam que os eleitores precisarão analisar cuidadosamente a posição de cada partido sobre o tema.

O cenário contrasta com o das eleições de dezembro de 2012, realizadas após o desastre de março de 2011 na usina Fukushima Daiichi, da Tepco, atingida por um tsunami. Naquele período, muitos partidos, alinhados com a crescente preocupação pública, defendiam o fim da energia nuclear, com prazos que variavam desde a desativação imediata até as décadas de 2020 ou 2030.

Agora, com a pressão por fontes de energia estáveis e de baixa emissão de carbono, e sob uma administração que busca agilizar os processos de reinício das operações, o debate nuclear ganha novos contornos no cenário político japonês.

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