Pesquisas indicam ampliação do partido de Takaichi, enquanto fusão oposicionista enfrenta rejeição

PLD caminha para ampliar maioria no parlamento japonês em eleição de fevereiro

Aliança da Reforma Centrista, nova força oposicionista criada em janeiro, enfrenta dificuldades para crescer nas pesquisas

O Partido Liberal Democrata (PLD), do governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, deve aumentar significativamente seu número de cadeiras na eleição geral para a Câmara dos Representantes do Japão, marcada para 8 de fevereiro. Enquanto isso, a Aliança da Reforma Centrista, nova força política de oposição formada há poucas semanas, enfrenta dificuldades para ganhar força junto aos eleitores, de acordo com projeções e pesquisas de intenção de voto.

A primeira-ministra Takaichi, que fez história em outubro passado ao se tornar a primeira mulher a liderar o PLD e a assumir o cargo de chefe de governo, convocou eleições antecipadas para buscar um mandato próprio. O PLD, que atualmente possui 198 das 465 cadeiras da câmara baixa, busca alcançar uma maioria absoluta de pelo menos 233 assentos. Projeções indicam que o partido pode superar essa marca e se aproximar de uma “maioria sólida” de 243 cadeiras, o que lhe daria o controle de todas as comissões parlamentares.

Do outro lado do espectro político, a Aliança da Reforma Centrista (CRA) foi oficialmente lançada em 23 de janeiro, resultado da fusão entre o principal partido de oposição, o Partido Democrático Constitucional, e o Komeito, que rompeu uma aliança de 26 anos com o PLD em outubro. A nova formação inicia a campanha com 167 parlamentares, mas pesquisas sugerem que corre o risco de perder cadeiras, possivelmente ficando abaixo dos 100 assentos. Uma pesquisa recente apontou que 67% dos eleitores não depositam esperança no novo partido.

O cenário reflete uma reconfiguração do campo oposicionista, que busca se consolidar como uma alternativa centrista e realista. A CRA é co-liderada por Yoshihiko Noda e Tetsuo Saito e adotou um programa que inclui o corte a zero do imposto sobre consumo para alimentos e políticas de segurança consideradas realistas, em uma mudança de postura em relação às posições históricas de seus partidos fundadores. A campanha eleitoral teve início em 27 de janeiro e os eleitores japoneses escolherão 289 representantes por distritos uninominais e 176 por um sistema de representação proporcional baseado em listas partidárias.

Acompanhe mais atualizações no Japão em Pauta.