Polícia denuncia trio e empresas por esquema de comissões com agência de demissões

Esquema de ‘demissão por procuração’ leva advogados e funcionário ao Ministério Público

Polícia de Tóquio denuncia suspeitos por violação da lei de advocacia em caso que envolve repasses financeiros

A Polícia Metropolitana de Tóquio encaminhou à promotoria, na quinta-feira, documentos de investigação contra dois advogados e um funcionário administrativo de um escritório de advocacia ligado à agência de “demissão por procuração” Momuri. Eles são suspeitos de receber encaminhamentos ilegais de clientes, em um esquema que estaria sendo ampliado pelas investigações.

Os investigados são dois advogados, de 45 e 48 anos, e um funcionário clerical de 43 anos. Eles são suspeitos de violar a lei que regulamenta a advocacia. As empresas por trás do serviço, a Albatross, e os dois escritórios de advocacia de Tóquio que empregam os advogados, Ocean e Miyabi, também foram denunciados às autoridades.

O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre um suposto esquema no qual clientes do serviço de demissão por procuração eram encaminhados a advogados em troca de pagamentos de comissão, prática considerada ilegal. A polícia apura as conexões financeiras e os detalhes operacionais entre a empresa de serviços e os escritórios de advocacia.

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