Polícia registra 592 casos de stalking com tags de rastreamento em 2025

Uso de tags eletrônicas para perseguição cresce rapidamente no Japão

Nova legislação antistalking busca coibir prática que explora tecnologia acessível

A Agência Nacional de Polícia do Japão alertou para a rápida disseminação do uso de tags de prevenção de perdas por perseguidores no país. De acordo com os dados oficiais, a polícia de todo o país prestou orientação a vítimas de stalking que foram alvo desses dispositivos eletrônicos em 592 casos entre janeiro e novembro de 2025, um aumento de 1,6 vezes em relação ao ano anterior completo.

As tags em questão, que têm aproximadamente o tamanho de uma moeda de 500 ienes (cerca de 26,5 milímetros de diâmetro), emitem sinais que permitem aos usuários rastrear itens aos quais estão acopladas por meio de smartphones e tablets. Seu uso indevido para perseguição passou de apenas três casos em 2021 para 113 em 2022, 196 em 2023 e 370 em 2024, conforme os produtos pequenos e de baixo custo se tornaram amplamente disponíveis.

Muitas vítimas descobriram as tags, que deveriam ser afixadas em carteiras e chaves pelos próprios donos, presas secretamente em seus carros ou escondidas em seus pertences, segundo a Agência de Polícia. Diante desse cenário, a lei revisada contra o stalking entrou em vigor no dia 30 de dezembro. Ela proíbe a fixação de tags de rastreamento em propriedade de outra pessoa sem permissão, bem como seu uso para obter dados de localização de alguém. A nova norma também autoriza a polícia a emitir advertências por sua própria autoridade em casos suspeitos.

Em consonância com a implementação da lei, a agência policial produziu cerca de 70 mil cartazes informando que o uso indevido das tags levará a ordens de proibição ou medidas coercitivas. A iniciativa visa conscientizar a população e inibir a prática criminosa que se aproveita de uma tecnologia corriqueira.

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