Política externa de Trump para a América Latina é criticada como agressiva e instabilizadora.

Corolário Trump: Nova interpretação da Doutrina Monroe gera tensões nas Américas

Política externa agressiva dos EUA na América Latina é justificada por doutrina revisada, causando instabilidade regional

A política externa do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a América Latina, exemplificada pelas ações contra a Venezuela, está sendo formalizada através de uma reinterpretação da histórica Doutrina Monroe. Batizada por seus proponentes de “Corolário Trump” ou, de forma coloquial, “Doutrina Donroe”, esta nova linha estratégica busca legitimar uma postura intervencionista e unilateral na região.

Na prática, os Estados Unidos bombardearam e afundaram dezenas de embarcações suspeitas de tráfico de drogas nas proximidades da Venezuela, ações que resultaram na morte de vários civis a bordo e são amplamente consideradas ilegais. Além disso, o país apreendeu navios-tanque com petróleo venezuelano e anunciou a intenção de bloquear outros. Com um grande acúmulo de forças militares na área, os EUA permanecem prontos para atacar alvos em terra ou mesmo invadir a Venezuela, aguardando apenas uma ordem direta do presidente Trump.

Analistas e historiadores apontam que a abordagem de Trump para o Hemisfério Ocidental se resume a uma máxima: fazer o que quiser porque tem o poder para isso. A proclamação do “Corolário Trump” serve, na avaliação de críticos, para dar um verniz de respeitabilidade intelectual a uma política baseada na coerção. Especialistas argumentam que a medida não constitui uma doutrina ou corolário estratégico coerente, mas sim um slogan que expressa a volição de um ator geopolítico que projeta dominância de forma arbitrária, aumentando a instabilidade e o risco de um conflito mais amplo.

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