Kyoto anuncia novas regras rígidas para aluguéis de temporada
Cidade histórica busca equilibrar turismo e qualidade de vida dos residentes locais
A cidade de Kyoto, um dos destinos turísticos mais populares do Japão, anunciou um plano para apertar significativamente as regulamentações sobre aluguéis de curta duração, como os oferecidos pela Airbnb. A decisão vem em resposta a um número crescente de reclamações de moradores sobre o comportamento de hóspedes, incluindo ruído excessivo, descarte inadequado de lixo e outras perturbações em bairros residenciais.
Segundo dados da prefeitura, existem atualmente 1.088 aluguéis de temporada registrados na cidade. Entre os meses de abril e dezembro do ano passado, foram registradas 264 queixas formais relacionadas a esses estabelecimentos. O prefeito Koji Matsui, em coletiva de imprensa, afirmou que a cidade está planejando uma série de medidas para conter os impactos negativos.
A partir deste mês, proprietários serão obrigados a enviar relatórios regulares sobre a ocupação de suas propriedades, sob risco de terem suas operações interrompidas em caso de descumprimento. Um painel de especialistas também será formado para estudar a imposição de limites geográficos para a operação desses imóveis, além de restrições aos dias de funcionamento e à duração mínima das estadias.
A medida mais contundente, porém, será a implementação de inspeções surpresa, sem aviso prévio, a partir de abril. As fiscalizações ocorrerão durante a madrugada e no fim da noite, horários em que é mais provável que todos os hóspedes estejam no local. O objetivo é verificar o cumprimento de regras já existentes, como o número máximo de noites de aluguel por ano e o limite de hóspedes por unidade.
Kyoto segue os passos de Osaka, que em outubro suspendeu novas licenças para aluguéis de temporada devido a problemas similares. A situação destaca um dos principais desafios do overturismo no Japão, onde visitantes internacionais, muitas vezes hospedados em bairros residenciais, interagem diretamente com o cotidiano da população local, gerando atritos.
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