Primeira-ministra japonesa dissolve a Câmara e convoca eleição geral

Takaichi aposta em eleição antecipada após apenas três meses no cargo

Líder japonesa comunica decisão à coalizão governista em meio a especulações

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, decidiu apostar em uma eleição antecipada, uma jogada considerada arriscada, mas potencialmente recompensadora, para uma líder que está no cargo há apenas três meses. Takaichi informou os altos funcionários de seu Partido Liberal Democrata e de seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão, sobre seu plano de dissolver a Câmara Baixa para uma eleição geral.

A decisão foi comunicada durante uma reunião na quarta-feira no Gabinete do Primeiro-Ministro, em Tóquio, pondo fim a dias de especulação no cenário político japonês. O co-líder do Partido da Inovação do Japão, Hirofumi Yoshimura, confirmou aos repórteres, após o encontro, que Takaichi havia transmitido sua intenção de dissolver a Câmara Baixa.

A movimentação é vista como uma tentativa da primeira-ministra de buscar um mandato próprio e capitalizar eventuais vantagens políticas no curto período desde que assumiu o cargo. Analistas apontam que a decisão carrega um alto risco, pois um resultado desfavorável poderia fragilizar significativamente sua liderança em um estágio inicial de governo.

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